“Sinto-me sempre a mais feia, a mais burra, a mais lerda, a mais tonta, nunca sei fazer nada, não sei conversar, tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas, sempre falo ou faço a coisa errada, com a pessoa errada, na hora errada e no lugar errado. Falando ou calada, eu me sinto muito idiota. Por isso é que me isolo, fujo das pessoas e o que é pior, acho que não tenho direito de me apaixonar por ninguém... Não sei ser legal, não sei ser divertida, não sei ser espontânea e, tentando agradar os outros, fazer amizades, me sinto patética, fico nervosa, acabo me mostrando uma completa de uma imbecil. Me odeio demais e tudo o que eu mais queria era morrer!”
>Quais as principais causas para se desenvolver esse tal complexo de inferioridade?
São muitas entre elas temos: Sentimento de não aceitação por parte do grupo familiar, amigos ou outros grupos de referência, como escola e trabalho; Ser muito exigente consigo mesmo, o que por vezes leva à sensação de não estar fazendo o melhor em cada situação; Dependência importante da opinião alheia, ou seja, para agir preciso sempre de um outro que me diga o que é melhor.
>A pessoa pode levar esses sentimentos ruins por toda a vida?
A pessoa que tem complexo de inferioridade pode carregar isso por toda a vida, pois vai se afastando de seu verdadeiro eu. Esse tipo de "complexo" empobrece as esferas da vida do indivíduo, como trabalho, estudos e relacionamentos afetivos. Esse tipo de comportamento vai sendo esvaziado à medida que o indivíduo se conhece, percebe o que é mais importante para si, ele valoriza sua história e suas conquistas, se reconhece como membro de uma sociedade e como alguém que tem coisas a dizer e pode contribuir.
Mesmo que a pessoa seja bonita e bem sucedida, o complexo de inferioridade pode estar presente, pois ela é tudo aos olhos dos outros, mas e aos seus próprios olhos? Como ela se vê interiormente? Tem contato com seu verdadeiro eu?
É fundamental estar atento à gravidade desse complexo de inferioridade, que pode, sim, levar à depressão, retraimento social e limitações no ambiente de trabalho e estudos.
O jovem que se sente inferior deve procurar as causas que o levam a pensar dessa forma, verificar se tem relações significativas em sua vida, se relacionar com pessoas que gostem dele como ele é, que apreciem suas qualidades e que com as quais possa conversar de modo sincero sobre aquilo que sente. Caso não consiga identificar as causas que o levam a essa crença e esteja tendo problemas na escola ou no trabalho e se afastando dos colegas, seria importante a busca de ajuda profissional, no caso, um psicólogo ou um psicanalista.
Existem também pessoas que sofrem com esse complexo e precisam inferiorizar as pessoas que estão ao seu redor para se sentirem melhor, eu já convivi com pessoas assim e foi preciso uma psicóloga para ajudá-la a se recuperar.
Eu acho que esse é um dos piores sentimentos. Eu sofro um pouco com isso por ser tímida demais. =/
ResponderExcluirCom certeza é horrível, eu já passei por isso e por esse motivo resolvi fazer essa postagem, pra tentar ajudar as meninas que estão passando por esse mesmo tormento.
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